Capital de Renda Fixa

Entenda como maiores gastos do Governo impactam no capital da renda fixa

O capital de renda fixa se baseia na Taxa Selic e tem ligação direta com os maiores gastos do Governo. No entanto, como será que se divide os gastos e qual o impacto disso para o Brasil, bem como para os investidores?

Antes de responder essa pergunta, é necessário entender que os dados utilizados neste material podem ser confirmados no Portal da Transparência. De acordo com o site, Previdência Social, Assistência Social, Educação, Saúde, Trabalho e outros setores compõem os gastos.

O objetivo deste texto é mostrar como o capital de renda fixa pode ser afetado por esses gastos e como isso impacta nos seus investimentos. Entender a composição dos gastos vai te ajudar a compreender um pouco melhor as oscilações do mercado. Veja abaixo:

capital de renda fixa

Como os maiores gastos do Governo impactam no capital de renda fixa?

Antes de demonstrar como os maiores gastos impactam no capital de renda, é preciso saber do que se trata. A Previdência Social consome 54,15% e a Assistência Social demanda 13,73% do orçamento de gastos anuais.

Isso não é tudo, além disso a Saúde exige 8,95%, a Educação consome 7,10%, o Trabalho utiliza 6,06% do orçamento e outros serviços ficam com 11,01%. Agora que você entendeu isso, o próximo é descobrir a ligação com a renda fixa.

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1-    A sobra de capital para as pessoas pode diminuir

Quando um governo gasta menos com saúde, a chance de alguém ter que pagar por um atendimento médico é maior, uma vez que a qualidade e celeridade fica prejudicada. No entanto, se a saúde de um país é boa, menor, é a probabilidade de a pessoa ter que gastar com plano de saúde.

Pense nessa visão de forma ampliada e você chegará ao mesmo resultado com outras questões, como: educação, segurança, transporte, etc. Em outras palavras, o mau uso do dinheiro impacta diretamente na sua vida.

Como os investimentos fazem parte dela, automaticamente também serão afetados. Ao ter que gastar mais para sobreviver, a inflamação aumenta e você terá menos poder de investimento, para incentivar o investidor os órgãos competentes começam a subir as taxas de juros.

2- O governo costuma aumentar ou abaixar a taxa Selic para controlar a inflação

A taxa de Selic é considerada a taxa básica da economia brasileira e tem um papel essencial para a dinâmica econômica do país. A inflação é controlada através do aumento ou redução Selic, ao menos teoricamente.

Em resumo: podemos considerar a Selic como o remédio para a inflação.

Quando a taxa básica de juros sobe, torna-se mais caro obter crédito no mercado, pois as taxas ficam mais altas e isso desestimula essas operações. Isso acontece quando a taxa Selic sobe, como aconteceu em agosto de 2022.

Se a taxa Selic baixa, como aconteceu durante parte do ano de 2019, isso estimula as empresas a obter mais crédito, porque os juros ficam mais baixos. Porém, qual a relação que isso tem com o capital de renda fixa?

Trata-se do fato de ser uma espécie de balizador que determina mais ou menos quanto os investimentos de renda fixa irão render. Com isso, se a Selic estiver abaixo de 10%, pode compensar títulos híbridos.

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3- O mercado pode reagir bem ou mal a tais medidas

Como o mercado é volátil, uma declaração de um político pode fazer com que o mercado reaja bem ou não. Por exemplo: em novembro de 2022, houve uma menção de que Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, faria parte da equipe de transição do governo Lula, fez a Ibovespa cair 0,86% em 10 minutos.

Todos esses fatores podem impactar o mercado e fazer a taxa Selic subir ou mesmo descer, dependendo do Banco Central. Além disso, a economia do Brasil é bastante suscetível ao que acontece no cenário externo.

Por fim, quando falamos de capital de renda fixa é essencial estarmos de olho nos acordos e no cenário político, pois muito provavelmente ele vai impactar nos retornos investidos.

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