PIB frustra expectativas e tem maior patamar desde 1996
Pode até parecer que não, mas o aumento do PIB brasileiro foi considerável e pode fechar com crescimento superior a 3% em 2022. Ao considerar a pandemia e as dificuldades globais, percebe-se que o resultado foi bastante interessante.
Fato é que, não havia tanta expectativa e muitos especialistas diziam que a recessão podia acontecer. No entanto, os resultados econômicos mostraram outra coisa e se tornaram o maior patamar para o terceiro trimestre desde 1996.
O aumento do PIB animou investidores e demonstrou que o Brasil pode crescer acima de 2,0%. Dessa forma, confira a seguir alguns motivos para que isso tenha acontecido e confira os exemplos do PIB dos últimos 10 anos.

Quais foram as causas para o aumento do PIB?
O PIB (Produto Interno Bruto) conseguiu fechar o terceiro trimestre do ano com alta de 0,4%. Quando comparado ao ano passado, entende-se que o resultado foi interessante e chegou ao maior patamar da série histórica que se iniciou em 1996.
De acordo com dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), é o quinto período consecutivo de taxas positivas do indicador. Portanto, demonstra que a economia brasileira tem dado sinais claros de recuperação.
Ao considerar o total, o Produto Interno Bruto conseguiu totalizar mais de 2,5 trilhões de reais apenas no terceiro trimestre. Esses valores correspondem aos bens e serviços correntes, ou seja, é uma variação positiva.
Boa parte desses números se deve aos excelentes resultados dos setores de serviços. Afinal, conseguiu ter crescimento de 1,1% e o mesmo aconteceu com a indústria, contudo o crescimento foi de 0,8%.

O comércio, contudo, teve uma queda de 0,1% e indica um setor que deve demandar maior atenção na economia. Com esse resultado, a economia do Brasil superou em mais de 4% o índice que havia sido registrado antes da pandemia.
Destaca-se ainda o consumo das famílias, que, inclusive, conseguiu crescer pelo sexto trimestre consecutivo. O aumento foi de 4,6%, quando comparado ao mesmo período de 2021.
Esses números são uma consequência direta da elevação do número de empregados. Além disso, se deve ao aumento do rendimento da família e dos auxílios administrativos que os governos têm dado à população. Agora que você entendeu alguns fatores que levaram ao aumento do PIB, é preciso aprofundar em mais algumas causas disso. Desse modo, confira a seguir três pontos que explicam um pouco essa elevação.

1- Consumo das famílias
Como as pessoas consomem mais e as empresas precisam produzir em maior número, a força de trabalho também deve aumentar. Em seguida, isso significa que o poder de compra do trabalhador aumenta e isso lhe dá maior segurança.
Quando as empresas receberem mais, terão que encomendar mais matéria-prima e, assim, toda a cadeia produtiva se beneficia. Esse é mais um motivo para o auxílio emergencial ser mantido por pelo menos mais um período.
2- Aumento da força de trabalho
Como as pessoas consonem mais e as empresas precisam produzir em maior número, a força de trabalho também deve aumentar. Em seguida, isso significa que o poder de compra do trabalhador aumenta e isso lhe dá maior segurança.
O aumento da força de trabalho aumentou no Brasil, segundo o IBGE, em matéria veiculada pelo portal de notícias Agência Brasil. De acordo com esses dados, o desemprego baixou para 8,7%, frente aos 12,6% do mesmo período de 2021.
3- Maior arrecadação de impostos do governo
Com mais pessoas trabalhando e consumindo, a arrecadação de impostos por parte do governo aumenta. Em outras palavras, isso significa que há mais dinheiro disponível para cumprir as funções básicas que o Estado possui.
Com a melhor pavimentação das estradas, maior segurança e mais chance de dar subsídios às indústrias nacionais, teoricamente, as empresas brasileiras têm maior chance de competir com outros players internacionais.

Série histórica dos PIB dos últimos 10 anos
Por fim, chegou a hora de conferir como se deu a evolução do PIB com o passar dos 10 anos. Assim, confira a seguir o ano e a porcentagem de crescimento ou não do PIB:
| Ano | PIB |
| 2013 | 2,30% |
| 2014 | 0,30% |
| 2015 | -3,80% |
| 2016 | -3,60% |
| 2017 | 1% |
| 2018 | 1,80% |
| 2019 | 1% |
| 2020 | -4,10% |
| 2021 | 4,60% |
| 2022 | 3,10% |
Percebe-se que o país se mantém em dois anos onde o crescimento econômico foi bastante interessante. Por outro lado, o ano de 2020, em que a pandemia começou, teve uma redução bem elevada do PIB.
Agora resta aguardar para conferir o que irá acontecer em 2023 e torcer para que continue nesse viés de alta.




