Dólar sobe para R$ 4,98 em mais um dia de turbulência no mercado
Em meio a mais uma jornada repleta de agitação nos meandros do mercado financeiro, o dólar ergue-se novamente, alcançando proximidades marcantes dos R$ 5. O mercado de ações, por sua vez, deixa um rastro de baixas contínuas, com a bolsa de valores registrando sua 11ª queda consecutiva, estabelecendo uma série negativa de proporções inéditas em 39 anos.
O dólar comercial encerra o transcurso desta terça-feira (15) transacionando a R$ 4,987, alcançando um incremento de R$ 0,021 (+0,42%). Durante todo o desdobramento da sessão, a cotação da moeda aponta para cima, e no auge do dia, por volta das 10h45, atinge a marca de R$ 5.
A divisa norte-americana atinge seu ápice de cotação desde o primeiro dia do mês de junho, quando fechou a R$ 5,003. Consequentemente, com o desempenho alcançado no decorrer desta terça-feira, a moeda testemunha um aumento de 5,43% no mês de agosto, mas contabiliza uma diminuição de 5,55% no transcurso do ano de 2023.
No segmento das ações, o panorama se mantém permeado pelo pessimismo, sendo que o índice Ibovespa, proveniente da B3, finaliza a jornada nos 116.171 pontos, apresentando um recuo de 0,55%. Tal indicador revela sua cifra mais diminuta desde o começo de junho.
Fatores internos e externos imprimem sua marca no cenário do mercado financeiro ao longo desta terça-feira. No Brasil, o apagão de proporções significativas, abrangendo várias regiões do país, exerceu um impacto adverso sobre as empresas de energia, desencadeando uma retração nas ações. De maneira adicional, a crise emergente na sintonia entre o governo e a Câmara dos Deputados, desencadeada por pronunciamentos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, veio a retardar a votação do novo arcabouço fiscal na referida Câmara.
No âmbito global, os elementos perturbadores se mantêm presentes, e suspeitas adicionais concernentes ao abrandamento da economia chinesa ganham espaço, uma vez que as vendas industriais e de varejo revelam crescimento inferior ao previsto. Uma possível iminência de recessão na segunda maior economia do globo impacta negativamente os países exportadores de commodities, como é o caso do Brasil. Indicadores frágeis de confiança do consumidor na Alemanha acrescentam-se à equação, elevando a apreensão em relação a uma possível recessão global.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br




