Lula eleito: quais os impactos no dólar

Lula eleito: quais os impactos no dólar?

Com a vitória de Lula no segundo turno, muito tem se falado sobre os impactos do dólar no pós-eleição. Afinal, o novo governo tem a possibilidade de escolher um time de ministros e definir qual será a política econômica a partir de 2023.

De um lado, há economistas que defendem maior austeridade fiscal, como Pérsio Arida e Pedro Malan. Por outro lado, André Roncaglia e Mauro Benevides Filho defendem que o teto de gastos possa ser furado.

Todo esse cenário e as antecipações de futuro, fazem com que os impactos do dólar deem receio em algumas pessoas. Desse modo, veja abaixo mais informações sobre as projeções para 2023 e o que já acontece desde a eleição.

Lula ergue os braços comemorando com Janja, Alckmin e Lu no Parlatório — Foto: Fábio Tito/g1 –

Quais os impactos no dólar que a eleição do Lula trouxe e trará?

De acordo com a AASP (Associação dos Advogados de São Paulo), o dólar fechou o mês de outubro cotado a R$ 5,22. Com a vitória de Lula, o mês de novembro teve o dólar cotado a R$ R$ 5,28, ou seja, R$ 0,06 de aumento.

Percebe-se que o impacto foi baixo e anotou um aumento inferior a 1,15%, mas qual será a previsão para 2023? Segundo o Boletim Focus, o dólar será cotado a R$ 5,26 para 2023 e indica uma espécie de estabilização.

Isso não é tudo, porque, recentemente, o presidente Lula desagradou ao mercado, quando disse no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) que a questão social estará acima da responsabilidade fiscal, no dia 10 de novembro.

Depois dessa fala, a bolsa de valores caiu 3,61% e o dólar saltou para R$ 5,39, um aumento de 4,31% seguido de queda. Esses movimentos demonstram certo receio do mercado com a questão fiscal e o cenário piorou um pouquinho mais nas semanas seguintes.

Após certa normalidade, no dia 09 de dezembro, o presidente Lula nomeou Fernando Haddad como Ministro da Fazenda. Em seguida, o dólar foi a R$ 5,24, uma alta de R$ 0,03 e que indicou a não aceitação dessa nomeação pelo mercado.

“PEC do estouro do Teto” não agrada economistas experientes do Brasil

Armínio Fraga, ex-presidente do banco central, Edmar Bacha, ex-presidente do BNDES e Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda, enviaram uma carta aberta ao presidente Lula, em novembro, alertando sobre a importância da responsabilidade fiscal.

De acordo com os economistas, a expansão dos gastos sociais pode levar o país ao não pagamento da dívida pública, que é em dólar. Ao mesmo tempo, isso pode gerar inflação, aumentar o dólar e trazer um cenário de hiperinflação.

Por fim, ficou claro que os impactos do dólar podem ser altos, caso o governo não faça um bom trabalho. Em contrapartida, percebe-se que a previsão para 2023 indica o câmbio estagnado e talvez até mais baixo, desde que os acertos sejam maiores do que os erros.

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