Lula segue com críticas à política do BACEN e diz ser impossível investir no Brasil.

Na Espanha Lula segue sua linha crítica ao BACEN e à taxa de juros no Brasil,durante um evento em Madri, nesta terça-feira, 25, afirmando que é “impossível fazer investimento” no país com a taxa Selic em 13,75% ao ano. Lula incentivou empresários brasileiros a investirem fora do país, dizendo que espera que a Espanha coloque dinheiro para emprestar mais barato para o Brasil.

“Com taxa de juros em 13,75%, é impossível fazer investimento. Espero que a Espanha coloque dinheiro para emprestar mais barato para que empresários venham aqui buscar dinheiro emprestado”, disse Lula durante o Fórum Empresarial Brasil-Espanha.

O presidente também falou sobre as condições para um aprofundamento da cooperação econômica e comercial entre Brasil e Espanha, citando a estabilidade política e o crescimento da economia brasileira como fatores que “voltarão a trazer excelente retorno às empresas espanholas”.

Lula destacou a importância da infraestrutura para aprofundar a cooperação entre os dois países e afirmou que é um entusiasta da parceria entre setores públicos e privados para fazer o país crescer. Ele também afirmou que o Brasil voltará a desempenhar um papel de liderança na agenda climática e na transição energética, além de ser “implacável” no combate aos crimes ambientais.

O ex-presidente afirmou que deseja atrair capital produtivo espanhol para o Brasil e citou medidas que podem tornar a economia brasileira mais competitiva. No entanto, ele ressaltou que a competitividade não é um fim em si mesma, mas um meio para aumentar a qualidade de vida da população.

Com suas críticas à taxa de juros no Brasil e sua sugestão para que empresários busquem empréstimos na Espanha, Lula busca incentivar investimentos no país e promover a cooperação econômica entre Brasil e Espanha.

Apesar das reiteradas críticas à taxa Selic praticada pelo BACEN, que hoje tem seu trabalho independente ao planalto, economistas destacam que cenário recente de queda de juros, tiveram pouco reflexo nos principais meios de financiamento de dívidas da classe trabalhadora, o Cheque especial e o Cartão de Crédito, deixando entender que tais críticas possam parecer com uma busca por culpado de um possível resultado ruim na economia em seu início de mandato.

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