Mercado revisa para cima a projeção de crescimento da economia em 2023
Pela sexta vez consecutiva, as expectativas do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira neste ano aumentaram, passando de 1,84% para 2,14%. Essa estimativa foi divulgada hoje (19) no boletim Focus, isto é, uma pesquisa semanal realizada pelo Banco Central (BC) que analisa as principais informações econômicas.
Para o próximo ano, espera-se um crescimento de 1,2% no Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Por outro ladoJá para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta uma expansão do PIB de 1,7% e 1,99%, respectivamente.
Inflação no Brasil: Tendências e Projeções
Além disso, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, também apresenta queda, passando de 5,42% para 5,12% neste ano. Para 2024, estima-se uma inflação de 4%. Quanto a 2025 e 2026, as previsões indicam uma taxa de inflação de 3,8% para ambos os anos.
É importante ressaltar que a estimativa para este ano está acima do limite máximo da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta para 2023 é de 3,25%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 1,75% e o superior é de 4,75%. De acordo com o BC, no último Relatório Trimestral de Inflação, há uma probabilidade de 83% de a inflação oficial ultrapassar o limite máximo da meta em 2023.
A projeção do mercado para a inflação de 2024 também ultrapassa o centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda está dentro da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
No mês de maio, o IPCA registrou uma variação de 0,23%, influenciado pelos reajustes no setor de saúde e cuidados pessoais, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado é menor do que a taxa de abril, que foi de 0,61%. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumulado ficou em 3,94%, seguindo a tendência de queda observada desde junho de 2022, quando o índice estava em 11,89%.
Taxa de juros
Para atingir a meta de inflação, o Banco Central utiliza como principal instrumento a taxa básica de juros, conhecida como Selic, que está definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Essa taxa está no mesmo nível desde agosto de 2022 e é a mais alta desde janeiro de 2017, quando também se encontrava nesse patamar.
Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2023 em 12,25% ao ano. Já para o final de 2024, estima-se que a taxa básica caia para 9,5% ao ano. Quanto aos anos de 2025 e 2026, a previsão é de que a Selic fique em 9% ao ano e 8,75% ao ano, respectivamente.
Preços
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, seu objetivo é controlar a demanda aquecida, o que acaba impactando os preços, uma vez que juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança. No entanto, além da Selic, os bancos levam em consideração outros fatores na definição das taxas de juros cobradas dos consumidores, como o risco de inadimplência, os lucros e as despesas administrativas. Dessa forma, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Quando o Copom reduz a Selic, espera-se que o crédito fique mais acessível, o que incentiva a produção e o consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
Por fim, a projeção do mercado financeiro para a cotação do dólar é de R$ 5 para o final deste ano. Já para o final de 2024, estima-se que a moeda americana fique em R$ 5,10.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br




