Nota de crédito do Brasil: S&P melhora perspectiva para positiva

A S&P elevou a perspectiva da nota de crédito do Brasil de estável para positiva, indicando uma melhoria significativa. Essa decisão, divulgada no final da tarde de quarta-feira (14), traz ótimas perspectivas para o país.

A perspectiva positiva indica que a agência está considerando elevar a nota do Brasil nos próximos dois anos. A S&P atribui ao Brasil a nota BB-, três níveis abaixo do grau de investimento, indicando segurança aos investidores e ausência de risco de default na dívida pública.

Melhoria reflete possível de elevação da nota

Segundo a S&P, a melhoria na perspectiva reflete o potencial de um crescimento mais estável do país, impulsionado pela estabilidade das políticas monetária e fiscal. Apesar dos déficits altos, a agência ressaltou que o crescimento do PIB e as novas medidas fiscais podem reduzir o aumento da dívida pública.

A S&P vê a melhoria na perspectiva como o primeiro passo para possível elevação da nota da dívida brasileira. Todavia, Para isso, destaca a importância de uma política econômica pragmática e maior crescimento sustentado. Além do novo arcabouço fiscal, a S&P mencionou também a aprovação de reformas adicionais, como a tributária.

É importante ressaltar que essa é a primeira vez, desde 2019, que a S&P eleva a perspectiva da nota do Brasil. No entanto, devido à pandemia da Covid-19, a perspectiva retornou ao nível estável em 2020, sem alteração na classificação da dívida brasileira.

Desde janeiro de 2018, a S&P Global classifica o Brasil três níveis abaixo do grau de investimento, mesma nota atribuída pela Fitch, outra importante agência de classificação de risco. No entanto, a Moody’s classifica o país dois níveis abaixo do grau de investimento.

Nota brasileira em 2019: Impacto da pandemia

Em dezembro de 2019, a perspectiva da nota de crédito do brasil melhorou, apoiando a agenda de reformas econômicas do governo. A reforma da Previdência, a recuperação econômica e as baixas taxas de juros foram fatores-chave. No entanto, a pandemia interrompeu esses avanços. Por outro lado, a crise sanitária causou queda no PIB e aumento dos gastos governamentais, elevando a dívida pública.

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