Santander: Com queda de 46,6% em relação aos últimos 12 Meses, Santander Brasil lucra R$ 2,140 bi no 1º trimestre.

O Santander Brasil registrou lucro líquido gerencial de R$ 2,140 bilhões no primeiro trimestre de 2023, alta de 26,7% em relação ao trimestre anterior, mas queda de 46,6% em relação ao mesmo período de 2022. Embora o resultado tenha ficado acima das projeções, a queda no lucro foi resultado de uma elevação de 46,7% nas despesas líquidas com provisões para devedores duvidosos (PDD) em 12 meses.

As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias somaram R$ 4,699 bilhões, com queda de 7,4% no trimestre e avanço de 1,8% em 12 meses. Por outro lado, as despesas gerais totalizaram R$ 5,913 bilhões, com diminuição de 2,3% no trimestre e crescimento de 6,8% em 12 meses. O retorno sobre o patrimônio (ROE) – excluindo ágio – ficou em 10,6% no primeiro trimestre de 2023, ante 8,3% no quarto trimestre de 2022 e 20,7% nos três primeiros meses de 2022.

O banco encerrou março com R$ 500,314 bilhões na carteira de crédito, um aumento de 2,2% em relação ao trimestre anterior e de 9,9% na comparação com março do ano passado. Descontando o efeito da variação cambial, a alta em 12 meses foi de 9,2%. No entanto, a inadimplência de 3,2% na carteira de crédito no fim de março de 2023 foi maior do que os 2,9% registrados em dezembro de 2022 e os 3,1% do mesmo período do ano anterior.


A taxa de calotes de pessoa física ficou em 4,5% no fim de março, ante 4,3% em dezembro e 4,0% no fim do primeiro trimestre de 2022.

Já em relação a pessoas jurídicas, o indicador estava em 1,4% no fim de março, de 1,4% e 1,4%, na mesma base de comparação. Dentro de PJ, em PMEs a inadimplência foi de 4,2%, ante 3,7% e 3,6%, e em grandes empresas, ficou em 0,1%, de 0,3% e 0,3%.

O Santander Brasil é o terceiro maior banco privado do país em ativos. A margem financeira bruta do banco foi de R$ 13,145 bilhões no primeiro trimestre de 2023, com alta de 5% em relação ao trimestre anterior, mas recuo de 5,7% em 12 meses. A margem com clientes foi de R$ 14,315 bilhões, com elevação de 3,9% na comparação trimestral e 3,3% no anual. Dentro dessa linha, a margem com produtos subiu 3% no trimestre e 1,7% em 12 meses, a R$ 13,390 bilhões.

Em suma, o Santander Brasil apresentou resultados positivos no primeiro trimestre de 2023, com sinais de recuperação econômica gradual. No entanto, a taxa de inadimplência pode ser um desafio, e o banco precisa manter um olho na queda na margem financeira bruta e nas receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias.

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